Conheça as cinco regras da comunicação empática

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A comunicação empática é baseada na empatia gerada entre os interlocutores bem como na valorização e respeito ao outro. No contexto organizacional, esse tipo de comunicação tem como princípio a troca e compreensão mútua, na qual líderes e liderados se nivelam para dialogar, entrar em acordo e, consequentemente, melhorar o trabalho e produtividade por meio de uma comunicação clara e respeitosa.

Observando os pilares da comunicação empática, é possível chegar à conclusão de que o maior objetivo de se comunicar com empatia é apaziguar uma guerra cotidiana na qual as armas são as palavras duras, gestos agressivos e as vozes exaltadas. Nos habituamos a usar essa comunicação de guerrilha e a expressar nossas vontades de forma impositiva, invasiva e violenta. Mas é importante destacar que nesse tipo de ‘batalha’ ninguém sai ganhando. Perde a empresa, perdem os líderes, perdem os colaboradores.

Para te ajudar a aplicar a comunicação empática no seu modelo de liderança, listamos algumas regras simples mas que fazem toda a diferença na quebra de gelo, aproximação e relacionamento dialogal com sua equipe. Confira!

Regra 1: ouvir o outro sem nenhum tipo de preconceito

Para ser empática, a comunicação precisa se despir de preconceitos ao mesmo tempo em que se abre para as novidades. Iniciar uma conversa com uma ideia pré-definida não é errado. Errado é não estar disposto a ouvir e cogitar outras possibilidades.

Acostumamos-nos a rotular pessoas e isso nos impede de conhecer o que elas possuem de melhor. Na comunicação empática não há espaço para essa postura inflexível e preconceituosa. Todos merecem ser ouvidos e respeitados. Mais do que isso: todos podem (e devem) contribuir com insights, comentários e opiniões. Se você é daqueles líderes que acreditam que uma grande ideia não pode vir de alguém abaixo de você na escala organizacional, é melhor rever seus conceitos!

Regra 2: compreender o que o outro está dizendo

Não basta escutar o outro, é preciso compreender o que ele está dizendo. Isso envolve não apenas prestar atenção às palavras do discurso, mas aos gestos e valores implícitos e explícitos na comunicação. Procure interpretar o dito e o não dito; além disso, vá fundo nas intenções da conversa. Em outras palavras, leia nas entrelinhas. Pode ser desgastante, mas é extremamente necessário.

Um bom caminho para compreender o que o outro quer dizer é tentar distinguir se o discurso é pautado em opiniões ou sentimentos, necessidades ou estratégias, observações ou juízos de valor, pedidos ou exigências. Identificar o foco e o tom da conversa é fundamental para conduzi-la da melhor maneira possível. Por exemplo, não se conduz um diálogo em tom de ameaça da mesma forma que um diálogo em tom amistoso.

Regra 3: valorizar as opiniões do outro

Valorizar a opinião do outro é regra básica para promover a comunicação empática nos processos organizacionais. Cumpre destacar que a valorização não deve abranger somente as posições com as quais você concorda. Valorizar não significa pensar e agir do mesmo jeito, mas respeitar as opiniões alheias e continuar estimulando os liderados a exporem seus pensamentos, ideias e sentimentos em relação à empresa e aos métodos de gestão, mesmo que suas posições sejam conflitantes com as do gestor.

Em síntese, o esforço máximo da comunicação empática deve estar centrado na minimização de conflitos, redução de embates, amenização de problemas relacionais e melhora efetiva na convivência. Mesmo em meio a opiniões e valores diferentes, todos devem ser ouvidos, respeitados e valorizados.

Regra 4: Se fazer entender

A quarta regra consiste em se fazer entender, ou seja, ser claro e objetivo. Nas atividades  de gestão, um grande erro é se valer de palavras bonitas e discursos rebuscados, deixando de lado a comunicação acessível e direta, que chega ao consciente e gera mudanças. A empatia só existe quando há entendimento de ambas as partes.

Todo trabalho no sentido de se comunicar será invalidado se um dos interlocutores não souber se expressar. Portanto, não faça rodeios, nem use meias palavras. Seja objetivo, coerente, conciso e direto, mas sem perder a educação e gentileza – afinal, no relacionamento com o outro, essas qualidades extras são sempre bem-vindas!

Regra 5: oferecer feedbacks

O feedback é fundamental para a excelência na comunicação, além de melhorar a produtividade e aumentar a motivação dos colaboradores. Essa regra é super importante na gestão dos relacionamentos, pois quem quer obter retorno precisa aprender a avaliar os processos continuamente, bem como emitir feedbacks sensatos às pessoas com as quais tem compromisso.

O feedback ajuda a corrigir falhas e contribui diretamente para o crescimento pessoal e profissional de quem o recebe. Diante disso, sempre procure fechar os diálogos com o  parecer final sobre o que foi dito. Se você ainda não tiver uma opinião formada ou uma decisão tomada, se comprometa a dar o feedback o quanto antes. Só um adendo: cumpra! Não há nada mais desestimulante do que esperar uma resposta/retorno que não vem.

A comunicação empática acontece de forma natural e dinâmica, mas a aplicação consciente dessas regras ajuda a atingir o padrão ideal de empatia na comunicação de forma mais rápida e eficiente. Quando esse ideal é alcançado, a produtividade e os relacionamentos melhoram, pois a comunicação não-violenta contribui na formação de um ambiente mais agradável, prazeroso, respeitoso e favorável ao compartilhamento de ideias.

E aí, gostou de aprender um pouco mais sobre a comunicação empática? Já usa essas regras no seu cotidiano de gestor? Divida suas opiniões e experiências conosco.

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